GIOVANNA BALBO CONCILIA A VIDA DE EMPRESÁRIA COM AS COMPETIÇÕES

Giovanna Ruiz Balbo, 38 anos, é de Barretos/SP, mas hoje mora em tem seus cavalos em Umuarama/PR, Haras Two Brothers. Aos dez anos iniciou nos Três tambores e aos 15 já estava competindo nos rodeios. Além de competidora, ela também é empresária. Precisa se dividir em mil para acompanhar todos os campeonatos, treinar e ainda cuidar do seu negócio.

“Meus dias são corridos, mas amo o que faço! Todos os dias treino no haras e quando termino vou para o ateliê relaxar a cabeça um pouco. Agora montei meu ateliê dentro do haras para poder ficar mais fácil de produzir as peças. Então, isso ajuda um pouco na hora de otimizar o tempo”, explica Gio, que trabalha com toalhas de mesa há 20 anos, mas desde 2016 passou a confeccionar uma linha country de cama, mesa, banho e decoração.

Então, são por volta de seis horas por dia na pista treinando. Giovanna está com oito cavalos no momento e dessa forma consegue se dedicar mais ao ateliê. Além de se organizar para as competições, cuidar da casa e do haras. Ela é casada com Eduardo Kucinski, expoente criador da raça Quarto de Milha. “É bastante coisa, mas quando fazemos o que amamos sempre arrumamos mais horas no dia para conseguir conciliar”.

Com toda uma bagagem de quase 30 anos praticando os Três Tambores, Giovanna se destaca ainda por treinar os seus cavalos, algo que conquistou por conta de sua dedicação, talento e também uma experiência internacional importante. Tanto competindo como morando com algumas treinadoras nos Estados Unidos. Vivência que, sem dúvida, agregou à sua vida modalidade e como pessoa.

“Minha experiência em ir morar nos Estados Unidos começou para melhorar meu inglês e aprender mais sobre os Três Tambores. Como gosto de treinar potros do futuro, busquei o que teria de melhor por lá. E isso agregou na minha carreira, pois quando voltei, os criadores acreditaram no meu trabalho e me mandaram mais cavalos para treinar. Com minhas portas abertas nos Estados Unidos, com os treinadores, também consegui fazer negócios”, reforça Gio.

Com base na história dela, podemos afirmar sem medo de errar que: vale a pena! Quem puder ter essa oportunidade, que agarre. Como Giovanna mesmo afirma: “Foram experiências que mudaram a minha vida em muitos aspectos. Tanto em treinamento , competição e negócios. Sem duvida, após essa experiência consegui me focar mais e consegui muitos títulos para minha carreira”.

Falando em títulos, a amazona destaca, entre os principais, ser bicampeã Nacional ABQM da categoria Aberta; campeã Congresso Brasileiro ABQM na categoria Feminina; campeã da Copa dos Campeões ABQM; tricampeã do Rodeio de Ribeirão Preto/SP; campeão do Rodeio de Divinópolis/MG; e reservada campeã do Rodeio de Jaguariúna/SP.

Lá no começo da ANTT, Giovanna fez parte das primeiras diretorias da Associação. Mesmo sem conseguir acompanhar todo o campeonato, conquistou uma vaga entre as 20 melhores do ranking, e disputará a final da Feminina Silver Race nos próximos dias 13 e 14 de setembro, durante o Jaguariúna Rodeo Festival.

“Estou muito feliz em estar nessa final. Fiquei fora dos rodeios por alguns anos, porque estava mais focada só em provas e potros do futuro. Mas resolvi voltar o ano passado a competir um pouco pela ANTT e está tudo dando certo. Etou ansiosa para essa final, sabendo que posso chegar ao título da Silver. Vou me dedicar para tentar esse título”, afirma.

Sua experiência dá crédito para que ela analise a importância da ANTT para a modalidade Três Tambores e também para o rodeio. Segunda Giovanna, a ANTT é fundamental para o crescimento dos Três Tambores nos rodeios. “Fui uma das fundadoras da ANTT e me recordo como tudo isso foi crescendo com ótimo trabalho por todos esses anos. Acho que se não houvesse ANTT, a modalidade teria acabado nos rodeios”.

Se você frequentar a maiores provas, especialmente no eixo São Paulo-Parará, tem a chance de ver Giovanna sempre em ação. Mas o ‘bichinho’ do rodeio, aquela adrenalina diferente que só quem entra em uma arena lotada sente, voltou a picar a competidora. “Como gosto de treinar potros, acabo indo mais em provas. Mas gosto de voltar aos rodeios sempre que posso, porque a energia é muito boa. Adoro competir à noite com toda torcida do público, que às vezes nem sabe quem somos, mas estão torcendo. Isso nos motiva cada dia mais!”

Por Luciana Omena | Colaboração: Flávia Cajé
Fotos: Cedidas

BIANCA RAMOS RETORNOU A ANTT COM TODA A FAMÍLIA

Quem gosta de rodeio certamente já viu Bianca Ferrário Ramos de Vellis Silva, 27 anos, competindo. Hoje era mora em Atibaia/SP com a família e voltou às provas após o nascimento de sua filha. Está com dois cavalos, o ST Buckskin, que fica em Tietê no CT Sidnei Junior, e o Dodge Bullion Agae, em Jaguariúna no CT Fernando Oliveira.

Bianca começou nos Três tambores aos 13 anos e dois anos depois entrou para o acirrado mundo de competições da modalidade em rodeios. Prestes a encerrar sua quarta temporada pela ANTT, entre seus principais títulos ela relata quatro finais na categoria principal da Associação. Ou seja, desde que entrou para o CNTT ela esteve em todas as finais dos campeonatos que participou.

A competidora também destaca ser tricampeã do Rodeio de Monte Sião/MG; campeã do Rodeio de Bragança Paulista e de Limeira, ambos em SP; quatro vezes finalista do Rodeio de Americana/SP e finalista do importante Rodeio de Colorado esse ano pela ANTT. Ela também entrou nas finais das etapas de Guaíra/SP e Divinópolis/MG em 2019 terminado em quinto lugar em ambas.

Em provas, Bianca tem os títulos de campeã da categoria Amador Light na Copa Victory Fly 2019; 4° lugar na Amador Light Castrado no Campeonato Nacional ABQM 2019; 3° lugar no Potro do Futuro ABQM de Três Tambores categoria Jovem e campeã Nacional ABQM em Três Tambores na Jovem C Principiante.

A amazona viu a vida mudar quando nasceu há um ano e dez meses a filha Maria Clara. Voltou a montar quando ela tinha seis meses, mas a dinâmica não facilitava, pois seu único cavalo na época estava alojado em Brotas/SP, que não fica perto da cidade que mora. “Depois da gravidez eu senti muita dificuldade em conseguir conciliar tudo. Quando trouxe o cavalo para Atibaia, passei a treinar mais e formar conjunto”, conta.

Passado o período de adaptação, Bianca o mudou de centro de treinamento, firmou mais nos treinos e voltou mais forte para as provas e rodeios. Mas para conseguir ter uma rotina ideal ela precisa contar com muita ajuda. “Tenho uma funcionária que me auxilia com a casa e os cuidados com a Maria Clara. E a minha mãe e a minha sogra que sempre se revezam para me ajudar também”, revela, reforçando que treina duas vezes por semana.

Procurando introduzir a filha em seu mundo, sempre que pode Maria Clara está junto com a mãe nos treinos. “Eu tento ao máximo fazer com que ela me acompanhe nessa rotina e sinto que ela adora, curte bastante essa convivência com os cavalos. É difícil conciliar tudo, eu tive que aprender a me organizar melhor, principalmente por não ter mais o mesmo tempo livre para me dedicar aos treinos e cavalos como antes”.

A chegada da filha transformou a competidora em uma pessoa ainda mais focada, visando poder aproveitar mais cada minuto entre a família, deveres de casa e os cavalos. Para acompanhar o circuito de rodeios, algumas coisas também tiveram que mudar. Ela conta que sua principal estrutura é a família. “Tenho ajuda do meu marido, meus pais e minha sogra. Eles se revezam para me acompanhar e ajudam cuidando da Maria Clara enquanto eu estou montada”.

Bianca afirma precisar dessa segurança para ter tranquilidade para competir da melhor forma. “Sei que minha filha está em boas mãos. Além disso, como eu sempre quis que ela me acompanhasse nos rodeios, senti a necessidade de dar um pouco mais de conforto para ela. Acabei trocando meu trailer por um maior, o que ajuda muito, visto que a bagagem de uma viajem com criança é sempre maior. Levo roupa, comida e os brinquedos dela também”.

Estar entre as dez melhores do ranking da ANTT é motivo de orgulho para Bianca. A final da ANTT acontece dias 13 e 14 de setembro em Jaguariuna/SP. “Quando decidi voltar a seguir o campeonato, já tinham acontecido duas etapas e eu estava na posição 50 do ranking. Sabia que se eu quisesse chegar entre as dez eu tinha que correr atrás do prejuízo. O que não seria fácil, ainda mais por ser um campeonato super disputado com as melhores competidoras e animais. Mas, graças a Deus deu certo! Acho que tudo que se faz com amor e dedicação o resultado vem”.

Como ela afirmou acima, a família é a sua base para todos os momentos. Ainda mais nessa decisão de título em 2019. “Sem dúvida, a família é essencial. Para mim mais ainda, principalmente nessa fase da minha vida. Eles são meu alicerce! Seria impossível sem a ajuda e o incentivo deles. Eu só tenho que agradecer a Deus pela família que eu tenho, que sempre me acompanha e acredita em mim. Eles são a minha maior e melhor torcida!”.

A paixão dos pais, especialmente no mundo dos cavalos, passa de geração para geração. Entre os sonhos de Bianca, além de evoluir e continuar crescendo no esporte, está o de montar ao lado da filha. “Com certeza é um sonho. A Maria Clara já adora estar nesse ambiente de provas e rodeios. Mesmo tão pequena ela não tem medo e já demonstra gostar muito de cavalos, o que pra mim já é o mais importante. Tem que amar muito esses nossos companheiros, sem eles não seríamos nada.” Para ver mais conteúdo como esse click aqui.

Por Luciana Omena | Colaboração: Flávia Cajé
Foto: Rodolfo Lesse

LUANA LIMA BASTOS, REVELAÇÃO MIRIM DA ANTT SE PREPARA PARA PRIMEIRA FINAL

Com sete vitórias pela categoria Mirim na atual temporada da ANTT, líder absoluta do ranking e favorita ao título nacional, a jovem Luana Lima Bastos já escreveu seu nome entre as estrelas dos Três Tambores. A sul-mato-grossense chega para a final da temporada, que será disputada nos dias 13 e 14 de setembro em Jaguariúna/SP, dependendo apenas de seu bom desempenho para conquistar o título.

Estreante na ANTT e com apenas três anos de carreira na modalidade, a competidora natural de Bataguassu, no estado do Mato Grosso do Sul, teve uma temporada brilhante, subindo ao pódio entre as cinco melhores em nove etapas, incluindo sete primeiros lugares, sendo quatro de forma consecutiva. “Já acompanhava o campeonato pelas redes sociais e competir na ANTT sempre foi um sonho pra mim”, revelou ela.

Competir no campeonato mais disputado do Brasil, também tem outros desafios a ser superado como a distância das cidades onde as etapas são realizadas, o que exige muita dedicação. Luana explica que logo que estreou e viu o potencial de seu cavalo Mr. King Fame em competições de alto nível, ela e os pais decidiram que seguiriam o campeonato em busca de grandes resultados.

Um dos diferenciais, que chama atenção, é a quantidade de bons tempos que ela marca, iguais aos da categoria adulta, o que não é comum entre as competidoras Mirim. Em conjunto com Mr. King Fame e em algumas ocasiões com Dashin Dee Jay, ela marcou tempos de fato ‘imbatíveis’, que lhe trouxeram bons resultados e vantagem no ranking durante todo o ano. “Acredito que os tempos que conquistei são devido a muito treino, dedicação, aliado a um excelente animal, um pouquinho de sorte e principalmente a Deus”, comentou.

Apesar dos tempos serem compatíveis com a categoria Feminina e ela ter competido entre as adultas em algumas etapas, o foco de Luana Lima Bastos ainda está totalmente voltado à Mirim. Ela busca conquistar o título nacional, já que como completou 13 anos de idade terá que passar para a categoria adulta na próxima temporada.

“No momento meu pensamento está voltado para a grande final em Jaguariúna, mas claro que sei o quanto terei que me dedicar ainda mais quando for competir somente entre as adultas, com as melhores competidoras da atualidade”, explicou.

A influencia para competir nos três tambores veio através do irmão Matheus, que já praticava provas. Acompanhando-o, ela foi cada vez mais pegando amor pelos animais e alimentando a vontade de estar dentro das arenas, até que aos dez anos passou a estar presente nas provas também dentro das pistas.

Atualmente ela treina no Centro de Treinamentos Carlos Fernandes, sob os olhares do treinador Carlinhos, a quem ela atribui boa parte do sucesso nesta temporada, assim como também sua família, que está sempre ao seu lado.

Por Abner Henrique
Foto: Rodolfo Lesse

SER COMPETIDORA E TREINADORA SÃO ESPECIALIDADES DE KELLY CAROLINE

Se você segue Kelly Caroline Pereira da Silva nas redes sociais, já viu o quanto as pessoas gostam do seu trabalho e querem saber a todo o instante como ela lida com seus cavalos, dicas de treinamento, de apresentação. Aos 27 anos, ela é uma das competidores de destaque dos Três Tambores, seja em rodeios ou em provas.

Também ficamos curiosos em saber como ela divide o tempo desde que decidiu também tornar-se treinadora. Hoje ela mora e treina seus cavalos em Duartina/SP. Começou a montar aos cinco anos e aos 14 entrou para os rodeios. O currículo é extenso, mas ela destaca entre os principais títulos o bicampeonato no Rodeio de Americana, campeã do Rodeio de Sumaré, o terceiro lugar no Internacional de Barretos, campeã da Feminina e Aberta Light no Grand Prix Haras Raphaela.

Kelly conta que sempre gostou muito e rodeios. “O público olhando atentamente e vibrando a cada tambor que viramos”, diz ela sobre o que mais chama atenção quando está em uma arena lotada. Passou a acompanhar o campeonato da Associação Nacional de Três Tambores em 2011. Dois anos depois, em 2013, ela foi campeã Nacional ANTT Silver Race, que também está entre os títulos de destaque.

Com tanta bagagem, de anos nas pistas e arenas, sempre acompanhada da mãe como apoio e do pai e do irmão que também são treinadores, Kelly passou ao desafio de também trabalhar como treinadora. “Olha não é fácil, mas continuo tentando e tentando até chegar ao meu objetivo”, relata e conta que nunca sofreu algum tipo de preconceito por atuar em um meio essencialmente masculino.

“Conheço todos eles [os outros treinadores] e até hoje nunca sofri nenhum preconceito. Eles respeitam e quando preciso sempre me ajudam”. Mesmo com a correria que é treinar todo dia e viajar praticamente todos os finais de semanas para provas e rodeios, Kelly encarou a faculdade de fisioterapia. “Sim, sou formada em fisioterapia, mas no momento não está nos meus planos atuar na área. Quem sabe no futuro…”

No seu Centro de Treinamento Kelly tem 15 cavalos em treinamento hoje. Sobre a transição de deixar de ser apenas competidora para ser treinadora, ela conta que sempre montou com o pai, Sidnei Pereira, e o irmão, Sidnei Pereira Junior. “Tudo que sei é graças a eles! Com o passar do tempo, comecei a ir aos rodeios sozinha e a me virar sozinha. Como sou filha de treinador, tive que passar a correr na categoria Aberta pelo fato de montar em cavalos de terceiros”.

Foi um caminho natural. A família é toda ligada ao cavalo e ter a experiência de todos agregando no dia a dia, certamente, é um ganho para o esporte e para os fãs dos Três Tambores. “Toda a família vive bastante junto e são eles que mais me apoiam. Meu irmão está sempre comigo nas provas e quando não está me ajuda pelo celular”.

Para a final da ANTT que acontece dias 13 e 14 de setembro em Jaguariuna/SP, Kelly Caroline chegará em segundo lugar na disputa principal, da Gold Race. Já tendo no currículo um campeonato nacional na Silver, ela busca agora o carro ‘zero’ km da Gold “Encaro como mais um rodeio que tenho que dar o meu melhor e vencer os meus limites. Eu sou uma pessoa muito ligada à Deus e está nas mãos dele”.

Para finalizar, ela reforça que acredita “que Deus não me colocou nessa final em vão, algum propósito ele tem. Estou treinando cada dia mais e me mantendo focada!”

Por Luciana Omena | Colaboração: Flavia Cajé
Fotos: Arquivo Pessoal

RELAÇÃO DE MÃE E FILHA É BASTANTE SAUDÁVEL DENTRO DA ARENA

O relacionamento entre mãe e filha, por si só, transcende muito mais do que qualquer um possa imaginar. Com algumas exceções, o que vemos em todos os lugares são pessoas que se completam e que são companheiras. Muitas vezes, dividem o guarda-roupa, trocam confidências. E, porque não, dividir os mesmos sonhos.

É possível vermos duplas de mãe e filha atuando juntas em diversas profissões. Mas no esporte é que a coisa fica ainda mais interessante. Pois há a possibilidade, caso seja uma modalidade individual, de que as duas se tornem adversárias dentro de quadra, pista ou arena. E estamos falando aqui não só do esporte equestre, mas também de qualquer um como natação, triátlon, tênis, vôlei…

Aliás, uma forma de aproximar muito os pais dos filhos é a prática esportiva em conjunto. Um estudo da Universidade de Baylor, no Texas, pediu para um grupo de 43 pais e 43 filhos pensarem a respeito das lembranças que possuem de momentos marcantes. Praticamente 100% apontaram situações em que estavam juntos praticando algum esporte.

Para Ana Carolina Laurini Cardozo, 33 anos, que monta desde o três, está sendo uma realização competir ao lado da filha Maria Eduarda Cardozo, 15 anos, que monta desde o cinco. As duas são de Araraquara/SP e participam do Campeonato Nacional de Três Tambores da ANTT desde 2016. Quando a filha sinalizou que também queria competir, Ana conta que foi um processo natural e tranquilo. “Começou com uma égua bem pangaré e ‘lerdinha’. E à medida que ela ia me pedindo cavalos melhores, fui comprando e melhorando”.

No caso do esporte a cavalo, o dia a dia de treinos, assim como em qualquer outro esporte, é intenso. Para competir em alto nível é necessária dedicação extrema. A parceria de Ana Carolina e Maria Eduarda nesses momentos deixa a mãe muito feliz. “Me sinto a pessoa mais abençoada desse mundo em dividir esses momentos com ela. E não levo a situação como ela sendo adversária, mas sim uma integrante a mais pro nosso time!”

Ana e Maria Eduarda já ganharam no mesmo dia, em suas respectivas categorias, dois rodeios válidos pela ANTT. Em outro momento, um dos pontos altos na trajetória delas foi quando estiveram juntas na final da ANTT ano passado, em Jaguariúna/SP, de onde Ana Carolina saiu como campeã Nacional Gold Race e Maria Eduarda, vice-campeã ANTT Mirim. Elas estão prestes a viver esses momentos novamente, pois as duas são finalistas nessa temporada.

Depois que passou dos 13 anos, Maria Eduarda não pode mais competir na categoria Mirim, então participa do circuito de rodeios na mesma categoria da mãe, a Feminina. Ativando um pouco o lado mãe e não o de competidora, Ana Carolina conta que em casa procura conversar sempre com a filha. “Conversamos muito em relação a aceitar os ganhos e as perdas, erros e acertos. E trabalhar nisso como sendo algo normal para todos, pois de fato ela está em transição, com uma égua nova”.

Participar de uma modalidade equestre é também dividir responsabilidades com os cavalos e os treinos. Correndo na mesma categoria, inclusive, será que tiveram que modificar a forma como se preparam para cada rodeio? “Como disse, esse ano está sendo de transição. Ela está acertando a nova égua ainda com alguns erros. Como está sendo comigo também. Estamos dividindo a mesma égua em alguns rodeios para juntarmos força para o término do campeonato. Mas para o próximo, prioridade total para a Maria!”

E como toda mãe, Ana Carolina não poupa os conselhos e gosta de exigir somente o melhor de Maria Eduarda. “Primeiro de tudo, falo para ela ter ‘sangue no zóio’, ou seja, vontade de ganhar, e concentração, dar o seu máximo. Depois, gosto de trabalhar com ela a humildade para aceitar que não foi bem, que errou. Se assistir e corrigir. Não aceito xoxorô!” Mas, assistir a passada da filha dá um frio na barriga? “Meu Deus, fico muito mais nervosa do que quando vou correr. É uma sensação inexplicável! Sinto meu coração bater na cabeça (risos)”.

Maria Eduarda já nasceu quando a mãe competia e sempre acompanhou em todos os rodeios e provas. Desde que se lembra, ficou encantada com a modalidade. E ter a mãe não só apoiando, mas lado a lado na arena é motivo de muita alegria para a jovem amazona. “É muito, muito bom, pois ela sempre me dá muitas dicas e fala sempre para eu nunca desistir!, conta Maria.

Mesmo ainda no começo da carreira, ela já está aprendendo o que precisa para se tornar uma grande competidora. Se espelhando na trajetória da mãe, Maria sabe que por competir na categoria adulta precisa estar sempre firme, ‘ir pra cima’. “Mesmo contra a minha mãe, eu tenho que apostar alto, como qualquer outra forte adversária”.  Mas ao mesmo tempo, a jovem acredita ser bem mais fácil ter sua mãe na mesma categoria. “Acredito que seja mais fácil, pelos conselhos que ela pode me dar por sua experiência. Mas na competição ela é uma forte adversária!”.

Para se aperfeiçoar, Maria Eduarda treina muito, todos os dias. Entre os sonhos, está o de ser campeã Nacional da ANTT assim como a mãe. As duas agora se preparam para a final de temporada a ANTT, que acontece dias 13 e 14 de setembro no Jaguariúna Rodeo Festival. Para Maria, é mais uma chance de brilhar ao lado da mãe. “Para me preparar, vou treinar muito e dar o meu melhor dentro da pista!”. Ana Carolina segue líder e busca o bicampeonato: “Sem estratégias. Continuar proporcionando qualidade de vida para o Cromo Jet Down WA e rezar para tudo dar certo!”

Por Luciana Omena | Colaboração: Flavia Cajé
Fotos: Arquivo Pessoal