FINAL ORGANNACT ANTT 2019 | ROUND 1

Com todo o glamour que a Final Organnact ANTT merece, as estrelas da modalidade três tambores deram início a etapa decisiva da Temporada 2018/2019 na arena do Jaguariúna Rodeo Festival. Diante de um grande público, a noite de sexta-feira foi um verdadeiro show de técnica e habilidade, onde mais de 70% das finalistas concluíram a prova sem cometer infrações, um índice digno de uma grande final.

As primeiras a entrarem na arena foram as finalistas Silver Race, que mais uma vez promete ser uma categoria equilibrada e decidida somente nos detalhes da última passada. Maria Eduarda Cardozo fez história ao obter o tempo de 16,139 segundos em conjunto com ALANA TA FAME e garantir a vitória no 1° Round da decisão. O segundo melhor tempo na Silver Race foi da recordista de finais, Thais Munique que marcou 16,608 segundos em conjunto com ALADIN FOR DASH e foi seguida por Jéssica Natany em conjunto com NEMO VICTORY LW, que ficou em terceiro lugar com 16,638 segundos.

Com a pontuação obtida pela vitória na primeira noite, Maria Eduarda Cardozo agora está empatada na segunda posição do ranking Silver Race com Heloísa de Sá, que liderava antes do início da competição, mas conseguiu apenas o quinto tempo da noite. Ambas estão há apenas 10 pontos de diferença para a nova líder, que agora é Letícia do Valle. A competidora foi a quarta melhor da noite e agora soma 360 pontos.

Na sequencia vieram as jovens estrelas da Categoria Mirim, todas estreantes em finais e que também brilharam na arena. O melhor tempo foi de Maria Eduarda Fernandes que montando VALENTE marcou 16,620 segundos e conquistou a vitória na primeira noite de competições. O segundo melhor tempo foi de Maria Fernanda Valentim, 16,690 segundos com BLACK JET DASH, seguida de Olívia Ianez que montando BELLA SHADY LÍDER obteve 16,884 segundos e terminou na terceira posição.

Após a primeira noite, as cinco finalistas da categoria Mirim permaneceram nas mesmas posições que haviam chegado ao evento decisivo, a diferença ficou só nas pontuações, com algumas diminuindo a diferença em relação as que estavam na frente. A líder Luana Lima Bastos foi penalizada por derrubar dois tambores durante a prova e ficou na quinta posição do 1° Round. Com isto, a vice-líder Olívia Ianez diminuiu consideravelmente a diferença entre elas, indo pra última noite com o título ainda indefinido.

Pela categoria Gold Race, onde está sendo disputado mais de R$ 80 mil em prêmios, incluindo um automóvel zero KM, a atual campeã nacional e líder do ranking, Ana Carolina Cardozo confirmou o favoritismo. Ambientada com a mesma arena onde conquistou seu primeiro título nacional há um ano atrás, ela obteve o tempo de 16,124 segundos em conjunto com CROMO DOWN JET WA e aumentou ainda mais a diferença em relação as demais concorrentes. Assim, ela chega para o último dia de competições em uma posição ainda mais confortável na disputa pelo título.

A categoria foi carregada de emoção, sendo que nove das 10 competidoras que entraram na arena concluíram a prova sem penalizações. Na segunda posição da noite ficou a pequena Eduarda Peres, que marcou 16,361 segundos em conjunto com CRAZY FOR CASH. Na sequencia, Kelly Caroline, vice-líder do ranking se manteve na disputa ao terminar o round na terceira posição, marcando o tempo de 16,385 segundos em ALECRIM TA FAME EK. Não houve alterações nas primeiras cinco posições do ranking após a primeira noite da Final.

Neste sábado, ao meio-dia haverá o 2° Round da Final Organnact ANTT, onde todas as competidoras entram novamente na arena em busca de pontos para o ranking. A noite, a partir das 22:00 horas, acontece o terceiro e decisivo round da grande final da temporada da ANTT, onde serão coroadas as campeãs de 2019. Acompanhe a transmissão ao vivo através do site www.rodeioplay.com e saiba todas as noticias da Final Organnact ANTT através das nossas redes sociais.

RESULTADOS – 1° ROUND – SEXTA-FEIRA

GOLD RACE – CLASSIFICAÇÃO 1° ROUND

1 – Ana Carolina Cardozo – CROMO DOWN JET WA – 16s124

2 – Eduarda Peres – CRAZY FOR CASH – 16s361

3 – Kelly Caroline Pereira – ALECRIM TA FAME EK – 16s385

4 – Ellen Sayuri – SABIDA CODY WHIZ – 16s495

5 – Regiane Kelly Calle – GF ANGELINA REY – 16s542

6 – Gabriela Sávio – LEK LEK PEP – 16s638

7 – Rafaela Slaviero – BILLY HEXTON FL – 16s662

8 – Bianca Ramos – ST BUCKSKIN – 16s875

9 – Viviane Gratão – MGNIFIQUE BEEDEE BB – 17s231

10 – Gabriela Ferro – DUAL LENA PEP – 21s611

RANKING ATUALIZADO – GOLD RACE – 1° ROUND

1 – Ana Carolina Cardozo – Araraquara-SP – 1065 pontos

2 – Kelly Caroline Pereira – Duartina-SP – 675 pontos

3 – Gabriela Sávio – Brotas-SP – 590 pontos

4 – Regiane Kelly Calle – Palmeira-PR – 570 pontos

5 – Rafaela Slaviero – Curitiba-PR – 545 pontos

6 – Ellen Sayuri – Bastos-SP – 515 pontos

7 – Eduarda Peres – Potirendaba-SP – 480 pontos

8 – Gabriela Ferro – São Pedro-SP – 420 pontos

9 – Bianca Ramos – Atibaia-SP – 370 pontos

10 – Viviane Gratão – Catalão-GO – 365 pontos

SILVER RACE – CLASSIFICAÇÃO 1° ROUND

1 – Maria Eduarda Cardozo – ALANA TA FAME – 16s139

2 – Thais Munique – ALADIN FOR DASH – 16s608

3 – Jéssica Natany dos Santos – NEMO VICTORY LW – 16s638

4 – Letícia do Valle – WV BOOGIE KING TIMES – 16s904

5 – Heloísa Medeiros de Sá – REAK BEE DEE – 21s264

6 – Giovana Balbo – AIM DOC FAME – 21s355

7 – Brehna Bazanella – INFINITY MAC EXOCET – 21s699

RANKING ATUALIZADO – SILVER RACE – 1° ROUND

1 – Letícia do Valle – Pres. Prudente-SP – 360 pontos

2 – Heloísa Medeiros de Sá – S.J. Rio Preto-SP – 350 pontos

3 – Maria Eduarda Cardozo – Araraquara-SP – 350 pontos

4 – Thais Munique – Votuporanga-SP – 250 pontos

5 – Giovana Balbo – Umuarama-PR – 240 pontos

6 – Jéssica Natany dos Santos – Pirassununga-SP – 220 pontos

7 – Brehna Bazanella – Americana-SP – 195 pontos

MIRIM – CLASSIFICAÇÃO 1° ROUND

1 – Maria Eduarda Fernandes – VALENTE – 16s620

2 – Maria Fernanda Valentim – BLACK JET DASH – 16s690

3 – Olívia Ianez – BELLA SHADY LÍDER – 16s884

4 – Maria Manuela Arantes – GUAXUMBA MORELEO – 21s490

5 – Luana Lima Bastos – MR KING FAME – 27s042

RANKING – MIRIM – 1° ROUND

1 – Luana Lima Bastos – Bataguassu-MS – 600 pontos

2 – Olívia Ianez – Tabapuã-SP – 580 pontos

3 – Maria Eduarda Fernandes – Paraguaçú Pta.-SP – 450 pontos

4 – Maria Manuela Arantes – Cravinhos-SP – 420 pontos

5 – Maria Fernanda Valentim – São Sebastião da Grama-SP – 370 pontos

Assessoria: Agência PrimeComm | Fotos: Foto Perigo – Adilson Silva

HELOÍSA DE SÁ SE PREPARA PARA MAIS UMA FINAL DA ANTT EM BUSCA DO BI

A competidora Heloisa Medeiros de Sá divide o tempo entre a empresa que administra e as competições da prova dos Três Tambores. Este ano está novamente entre as melhores do Brasil disputando a final da Associação Nacional dos Três Tambores, o principal campeonato da modalidade no Brasil.

Os títulos de 2019 pela ANTT serão definidos nos dias 13 e 14 de setembro, em Jaguariúna/SP. Esta é a segunda vez na carreira que a competidora se classifica para a decisão, que reúne somente as mais pontuadas da temporada. Heloísa lidera e concorre ao título na Silver Race, uma categoria que coloca frente a frente as competidoras que não conseguiram classificação direta para a Gold Race, essa que reúne somente as dez melhores do campeonato.

Caso chegue ao título, Heloísa de Sá se tornará a primeira competidora na história da ANTT a vencer duas vezes o título na Silver Race, já que conquistou também a vitória em 2016. “Estar classificada entre as finalistas, em um campeonato tão disputado e com grandes desafios, é algo muito bom. Estou motivada em busca deste título novamente”, conta.

A relação dela com os esportes equestres começou aos nove anos de idade, praticando Hipismo Clássico, mas a modalidade Três Tambores só chegou a sua vida após os 20 anos, idade que ela mesma considera ‘tardia’ para iniciar na prática, já que a maioria das competidoras começa muito cedo.

Apesar disso, Heloísa usou toda sua experiência em competições equestres e a paixão pelos animais para se dedicar aos Três Tambores, o que lhe rendeu alguns importantes prêmios ao longo dos 12 anos em que pratica ativamente. Em 2016, ela passou a acompanhar o campeonato da ANTT e em sua primeira temporada foi finalista e se consagrou campeã da Silver Race.

Logo após o título, Heloísa se afastou das arenas quando engravidou de sua segunda filha e só retornou este ano. “Não dá pra ficar longe dos Três Tambores. É o meu hobby favorito, é adrenalina, é o amor que tenho pelos cavalos, o esporte que me faz bem, me desliga da rotina e me traz paz interior”, revela a competidora.

Rotina, aliás, que é muito diferente da maioria das concorrentes, o que torna a prática da modalidade ainda mais desafiadora para ela. Residindo em São Paulo capital, a amazona administra duas unidades de uma das maiores e mais conceituadas lojas do segmento country do Brasil, a Cowboys, além de do e-commerce da marca.

Com isto, devido à distância de aproximadamente 600 km de seus animais, que ficam em Presidente Prudente/SP, ela não treina regularmente como as demais competidoras. “Eu nunca treino, praticamente só encontro meus cavalos um dia antes das competições e isso me traz certa desvantagem, pois se erro alguma coisa só poderei corrigir novamente na próxima prova”.

No entanto, Heloisa revela que o amor pela modalidade não a deixa desistir e mesmo com tantos desafios e desvantagens ela somou pontos suficientes para estar entre as melhores do Brasil em busca de mais um título. A final da ANTT acontece pelo segundo ano consecutivo no Jaguariúna Rodeo Festival.

A etapa decisiva da temporada 2018/2019 do Campeonato da Associação Nacional dos Três Tambores terá dois dias de competições, com três rodadas, distribuindo mais de 100 mil reais em prêmios, incluindo um carro zero km para a campeã nacional da categoria Feminina – Gold Race.

As classificadas irão disputar premiação diária, em cada um dos três rounds, e também a premiação final do campeonato, que abrange as demais colocações, além das campeãs. O 16° Campeonato Nacional de Três Tambores esteve presente em 13 eventos, sendo sete etapas principais, quatro etapas bônus e duas etapas especiais.

Como em anos anteriores, haverá antidopping na final e três passadas por competidora definirão os títulos. Todas as finalistas entrarão na arena na sexta (12) à noite, sábado (13) de manhã e sábado (13) à noite. Cada uma das três rodadas, além de premiação extra diária, fornece pontuação ao ranking.

Os tempos serão somados e ao término das passadas, de acordo com a classificação da menor para a maior soma, as competidoras recebem nova pontuação. Acrescentando os pontos da final ao ranking geral, será definida a classificação de 2019!

Por Abner Henrique e Luciana Omena | Colaboração: Flavia Cajé
Foto: Arquivo Pessoal

THAIS MUNIQUE ESTARÁ NA FINAL DA ANTT PELO 16° ANO CONSECUTIVO

Aos 31 anos de idade, Thais Munique Morais é uma das 22 competidoras classificadas para a Final da Associação Nacional dos Três Tambores. Entre a ansiedade e o nervosismo da preparação para a etapa mais importante do ano, o que faz dela diferente das demais é que a final nacional não é exatamente uma novidade para a competidora nascida em Votuporanga/SP, e que atualmente reside em São José do Rio Preto/SP.

Este será o 16° ano consecutivo que Thais Munique estará na decisão do campeonato, recorde absoluto na história da ANTT, que tem 16 anos de existência. Desde o primeiro campeonato em 2004, a competidora não ficou de fora de nenhuma final. Todos os anos consegue a tão concorrida vaga entre as melhores do ano para a disputa do título.

“Estar mais um ano na final é muito importante para minha carreira, é um campeonato difícil, com um nível altíssimo de competidoras e exige muita dedicação para estar entre as finalistas. É uma honra”, disse ela. Campeã Nacional Silver Race em 2017, Thais está classificada entre as cinco melhores dessa mesma categoria.  Montando desde os sete anos e competindo desde os dez, ela busca esse bicampeonato.

Se conseguir, será a primeira bicampeã da categoria. Já no que diz respeito a participações em finais, ela tem o recorde absoluto, com quase o dobro da quantidade de classificações das demais meninas. Sua carreira é marcada por títulos importantes como bicampeã em Colorado/PR e em Guaíra/SP, campeã em Divinópolis/MG, em São José do Rio Preto/SP, em Cerquilho/SP e em Fernandópolis/SP, vice-campeã em Barretos/SP, entre outros.

“Infelizmente hoje em dia não consigo mais treinar diariamente, como fazia antes, mas procuro treinar e me preparar o máximo para as competições. Este ano novamente teremos uma grande final, muito disputada, estou me preparando e espero conseguir bons resultados. Não será fácil, como em todos os outros anos nunca foi, porque as meninas não dão moleza não (risos), mas torço para que dê tudo certo”, reforçou Thais.

Sua trajetória está marcada também pela presença de uma fiel companheira nas arenas, a égua Miss Opponency VSJ. “A Miss foi o melhor presente que Deus poderia ter me dado! Correu por 13 anos e me colocou em todas as finais da ANTT enquanto segui com ela! Nessa temporada, as etapas que consegui seguir, foram na maior parte com a Ninfeta Times MZ. Nessa reta final, também corri com a Duquita Failas, éguas que especiais também para mim”.

Por congregar um bom número de boas competidoras e animais pontuados, há um mito de que é difícil competir pela ANTT. Algumas meninas acabam desanimando no meio do campeonato quando percebem que não tem mais chances de correr a final. Mas para Thais, antes de tudo, é preciso pensar em etapa por etapa. “Acho que o ideal é ver uma etapa de cada vez, focar na final de cada rodeio e passa a passada”.

Para incentivar as meninas a não desanimarem, a experiente competidora da um recado: “Devemos sempre seguir em frente, porque até a última etapa, tudo é possível, todas tem chances. Lá na frente todo seu esforço vai valer a pena e você vai sentir orgulho disso! Tudo que passamos é experiência, sempre levamos algo de bom. E que a fé é o sentimento mais poderoso que podemos ter!”.

Estando tanto tempo participando do circuito da ANTT, Thais nota o crescimento da Associação ao longo dos anos. Para ela, é nítido, considerando o aumento de meninas filiadas, grandes parcerias fechadas, o crescente nível das provas de uma forma geral. Thais ainda reforça que os pontos positivos são muitos e engrandeceram o campeonato. Como conseqüência, em sua visão, houve uma melhoria do Tambor dentro dos rodeios, tornando a ANTT exemplo para outros campeonatos e organizações.

Mordida pela ‘picadinha’ da adrenalina que dá em quem compete em rodeios com a arquibancada lotada, segundo Thais, essa é uma das melhores coisas. “Eu adoro a adrenalina de correr a noite, saber que tem pessoas que muitas vezes você nem conhece, mas que estão ali torcendo. E que junto a isso, é preciso manter a concentração e tranqüilidade para conseguir fazer uma boa passada. É sempre algo que exige de você, uma coisa boa de sentir”.

Por tantos anos fazendo parte da modalidade Três Tambores nos rodeios, um capítulo especial dessa história tem o nome de Thais Munique escrito nele. “Quando comecei, não tinha muito entendimento do que realmente era ou que significava esse universo. Era muito nova, então eu só sabia que tinha uma paixão muito grande pelo esporte e pelos cavalos. Eu ia para as provas e era uma diversão poder competir”, recorda.

Ao longo dos anos, Thais foi passando a entender melhor tudo que significava ser uma atleta equestre. E também o quanto de investimento precisaria ter para estar sempre na ponta, algo que a fez chegar à conclusão de que não poderia levar apenas como um hobby. Mas como algo que queria fazer em tempo integral em sua vida. “Procurei cursos, tive alguns treinadores que também me ensinaram muito e a partir daí se tornou uma profissão”.

Ser atleta de Três Tambores é o que faz de Thais uma pessoa feliz e realizada. “Crescer nesse meio foi uma lição de vida. A gente aprende a ganhar, perder, a lidar com pessoas totalmente diferentes. Acima de tudo, aprende a respeitar cada uma. Um ambiente onde as famílias estão presentes e que, graças a Deus, sempre tive a minha comigo também. Então eu consegui unir as pessoas que amo com o amor que eu tenho pelo que faço. E sou muito grata a Deus por tudo.”

Por Luciana Omena e Abner Henrique
Colaboração Flavia Cajé
Foto: Arquivo Pessoal

CAMPEÃ MIRIM, ELLEN SAYURI SE DESTACA AGORA ENTRE AS ADULTAS

Considerada como uma das principais revelações da modalidade Três Tambores nos últimos anos, Ellen Sayuri teve uma temporada com grandes desafios. Após conquistar o título nacional na categoria Mirim em 2018, este ano ela migrou definitivamente para a categoria adulta. Apesar da pouca idade, fez história e está entre as dez finalistas Gold Race classificadas para a etapa decisiva da ANTT, que acontece nos dias 13 e 14 de setembro em Jaguariúna/SP.

Competir na Feminina não foi, exatamente, uma novidade na carreira da competidora de 14 anos. Desde que iniciou na ANTT, mesmo se dedicando à Mirim, ela também competia na categoria principal, onde foi finalista Silver Race no ano passado. O grande desafio este ano, porém, foi se readaptar e superar a ‘pressão’ de ter que competir de igual para igual com os principais nomes da modalidade no Brasil.

“Não foi fácil, pois a Feminina tem muitas meninas mais experientes do que eu, mas foi um ano com grandes resultados”, revela. Na temporada que está se encerrando, Ellen conquistou o título nas etapas bônus no Congresso Brasileiro da ABQM e na Super Semana do Tambor, dois dos eventos mais acirrados do calendário. Com isto, se tornou a primeira, e até agora, única competidora revelada na categoria Mirim a vencer duas vezes na adulto em toda a história da ANTT e está na sexta posição do ranking.

Natural de Bastos, interior de São Paulo, ela começou a competir nos Três Tambores aos cinco anos, quando foi levada pela avó a um centro de treinamento para tentar amenizar um desejo um tanto quanto perigoso da pequena garotinha. “Desde que eu tinha uns dois anos, eu falava que queria montar em touros, então como era perigoso me apresentaram aos Três Tambores. Com seis anos eu já estava competindo e nunca mais parei”, comenta.

A carreira nas categorias de base da modalidade foi marcada por muitos títulos em provas da região e até mesmo em rodeios. Há quatro anos, Ellen Sayuri estreou na ANTT, realizando um dos seus primeiros grandes sonhos. O primeiro título no campeonato veio na etapa de Assis/SP, então com apenas dez anos de idade. Na sequencia, ela foi campeã na arena de Colorado/PR, a etapa mais tradicional da ANTT e um dos rodeios mais cobiçados do país.

Porém, foi na temporada 2017/2018 que a estrela da pequena competidora brilhou como nunca. Montando Venas Bee Peppy, ela venceu oito das 16 etapas do campeonato, liderou praticamente a temporada toda e conquistou o título nacional na mesma arena de Jaguariúna. Além do nome na galeria de campeãs da ANTT, ela é a segunda maior vencedora de etapas da categoria Mirim de todos os tempos e também igualou o recorde de oito vitórias em uma mesma temporada.

Com a temporada 2019, vieram muitos desafios. Ellen trocou de animal, passando a correr com as éguas Sabida Cody Whiz, treinada por Juninho Palma, e Designer by Signed, treinada por Marinaldo Pegos. Com os resultados nos novos animais, ela está entre as seis melhores competidoras do principal campeonato de Três Tambores do Brasil, marca expressiva para a idade dela.

“Como eu tive algumas temporadas de experiência na categoria Mirim, estava muito ambientada com a ANTT, acredito que isto facilitou a não sentir tanto a pressão dos desafios deste ano”, comentou Ellen. Para esta temporada, ela espera concluir o campeonato na melhor posição possível, novamente fazendo história, mas não esconde qual é seu próximo grande sonho.

Otimista com seu desempenho, ela releva que o título nacional na categoria Feminina faz parte de seus planos, o que a tornaria a primeira a vencer em duas categorias diferentes na ANTT. Pra isto, ela diz que irá continuar competindo com o amor e a dedicação que sempre teve pela modalidade. “É preciso sempre ter foco naquilo que faz para poder alcançar seus objetivos e independente do resultado nunca desanimar e acreditar que você é capaz”, finalizou.

Por Abner Henrique

Foto: Elaine Kodama

GIOVANNA BALBO CONCILIA A VIDA DE EMPRESÁRIA COM AS COMPETIÇÕES

Giovanna Ruiz Balbo, 38 anos, é de Barretos/SP, mas hoje mora em tem seus cavalos em Umuarama/PR, Haras Two Brothers. Aos dez anos iniciou nos Três tambores e aos 15 já estava competindo nos rodeios. Além de competidora, ela também é empresária. Precisa se dividir em mil para acompanhar todos os campeonatos, treinar e ainda cuidar do seu negócio.

“Meus dias são corridos, mas amo o que faço! Todos os dias treino no haras e quando termino vou para o ateliê relaxar a cabeça um pouco. Agora montei meu ateliê dentro do haras para poder ficar mais fácil de produzir as peças. Então, isso ajuda um pouco na hora de otimizar o tempo”, explica Gio, que trabalha com toalhas de mesa há 20 anos, mas desde 2016 passou a confeccionar uma linha country de cama, mesa, banho e decoração.

Então, são por volta de seis horas por dia na pista treinando. Giovanna está com oito cavalos no momento e dessa forma consegue se dedicar mais ao ateliê. Além de se organizar para as competições, cuidar da casa e do haras. Ela é casada com Eduardo Kucinski, expoente criador da raça Quarto de Milha. “É bastante coisa, mas quando fazemos o que amamos sempre arrumamos mais horas no dia para conseguir conciliar”.

Com toda uma bagagem de quase 30 anos praticando os Três Tambores, Giovanna se destaca ainda por treinar os seus cavalos, algo que conquistou por conta de sua dedicação, talento e também uma experiência internacional importante. Tanto competindo como morando com algumas treinadoras nos Estados Unidos. Vivência que, sem dúvida, agregou à sua vida modalidade e como pessoa.

“Minha experiência em ir morar nos Estados Unidos começou para melhorar meu inglês e aprender mais sobre os Três Tambores. Como gosto de treinar potros do futuro, busquei o que teria de melhor por lá. E isso agregou na minha carreira, pois quando voltei, os criadores acreditaram no meu trabalho e me mandaram mais cavalos para treinar. Com minhas portas abertas nos Estados Unidos, com os treinadores, também consegui fazer negócios”, reforça Gio.

Com base na história dela, podemos afirmar sem medo de errar que: vale a pena! Quem puder ter essa oportunidade, que agarre. Como Giovanna mesmo afirma: “Foram experiências que mudaram a minha vida em muitos aspectos. Tanto em treinamento , competição e negócios. Sem duvida, após essa experiência consegui me focar mais e consegui muitos títulos para minha carreira”.

Falando em títulos, a amazona destaca, entre os principais, ser bicampeã Nacional ABQM da categoria Aberta; campeã Congresso Brasileiro ABQM na categoria Feminina; campeã da Copa dos Campeões ABQM; tricampeã do Rodeio de Ribeirão Preto/SP; campeão do Rodeio de Divinópolis/MG; e reservada campeã do Rodeio de Jaguariúna/SP.

Lá no começo da ANTT, Giovanna fez parte das primeiras diretorias da Associação. Mesmo sem conseguir acompanhar todo o campeonato, conquistou uma vaga entre as 20 melhores do ranking, e disputará a final da Feminina Silver Race nos próximos dias 13 e 14 de setembro, durante o Jaguariúna Rodeo Festival.

“Estou muito feliz em estar nessa final. Fiquei fora dos rodeios por alguns anos, porque estava mais focada só em provas e potros do futuro. Mas resolvi voltar o ano passado a competir um pouco pela ANTT e está tudo dando certo. Etou ansiosa para essa final, sabendo que posso chegar ao título da Silver. Vou me dedicar para tentar esse título”, afirma.

Sua experiência dá crédito para que ela analise a importância da ANTT para a modalidade Três Tambores e também para o rodeio. Segunda Giovanna, a ANTT é fundamental para o crescimento dos Três Tambores nos rodeios. “Fui uma das fundadoras da ANTT e me recordo como tudo isso foi crescendo com ótimo trabalho por todos esses anos. Acho que se não houvesse ANTT, a modalidade teria acabado nos rodeios”.

Se você frequentar a maiores provas, especialmente no eixo São Paulo-Parará, tem a chance de ver Giovanna sempre em ação. Mas o ‘bichinho’ do rodeio, aquela adrenalina diferente que só quem entra em uma arena lotada sente, voltou a picar a competidora. “Como gosto de treinar potros, acabo indo mais em provas. Mas gosto de voltar aos rodeios sempre que posso, porque a energia é muito boa. Adoro competir à noite com toda torcida do público, que às vezes nem sabe quem somos, mas estão torcendo. Isso nos motiva cada dia mais!”

Por Luciana Omena | Colaboração: Flávia Cajé
Fotos: Cedidas